Seminário discute os desafios e as oportunidades para internacionalização

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Começou nesta segunda-feira, dia 13, em Goiânia (GO), o Seminário Internacional Universidades para o mundo – Desafios e oportunidades para internacionalização – Região Centro-Oeste. Especialistas de universidades e representantes de instituições políticas e de educação renomadas do Reino Unido e do Brasil participam hoje e amanhã, 13 e 14, de workshops com o objetivo de colaborar para a construção de eventos globais e sistemas de ensino mais integrados, capazes de estabelecer parcerias mais duradouras e, ainda elevar o diálogo abordando as oportunidades, os desafios e caminhos no desenvolvimento de estratégias para a internacionalização da pesquisa científica, tecnológica e de inovação. Realizado pelo British Council Brasil em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), o evento é realizado no auditório da Escola de Veterinária da UFG, em Goiânia.

A abertura de solenidade contou com as presenças de reitores; vice-reitores e pró-reitores de pós-graduação e pesquisa, coordenadores de pós-graduações e relações internacionais, além de assessores internacionais. Compuseram a mesa de abertura a presidente da Fapeg e do Confap, Maria Zaira Turchi; diretor presidente do British Council, Martin Dowle; o reitor da UFG, Orlando do Amaral; o reitor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Haroldo Reimer, e Laerte Ferreira da Diretoria de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Após a abertura, teve início uma discussão com o tema “A agenda da internacionalização nos níveis nacional e institucional: temas-chave, prioridades e recursos”, que contou com os membros da mesa de abertura, e também com o Assessor para projetos de internacionalização da Associação Brasileira de Educação Internacional (Faubai), Leandro Tessler; professora Eliane Feres do MEC e John Knagg do British Council.

Atuação internacional

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Há quatro anos a Fapeg é parceira do British Council estabelecendo parcerias importantes para os brasileiros
Foto: Núbia Rodrigues/Fapeg.

Desde 2014, a Fapeg atua em parceria com o British Council, proporcionando oportunidade do intercâmbio de experiências entre pessoas ao redor do mundo. Para Zaira Turchi, é motivo de orgulho o estado de Goiás ser sede deste Seminário na região Centro-Oeste, a primeira a receber o evento; seguida da Região Sul, em Curitiba, nos dias 16 e 17; Nordeste, em Salvador, dias 20 e 21; e Sudeste, em Belo Horizonte, 23 e 24 de novembro. “É uma agenda internacional importante, um momento para rediscutí-la. Consideramos a cooperação internacional extremamente importante para as pesquisas”, ressaltou.

Para a presidente da Fapeg e do Confap, questões fundamentais serão abordadas durante os dois dias de evento, desde a questão do domínio da língua estrangeira até a possibilidade de discutir a parceria em novas pesquisas. “Vamos discutir a possibilidade de cooperação de novas pesquisas, mas também é preciso reconhecer e apoiar equipes de excelência que já fazem cooperação de alto nível, colaboração em projetos de pesquisa de referência com o Reino Unido e outros países”, afirma.

Confap e Fapeg

Zaira apresenta as parcerias internacionais do Confap e da Fapeg
Foto: Núbia Rodrigues/Fapeg.

Maria Zaira Turchi enfatizou o papel da Fapeg e do Confap nesta discussão da cooperação internacional. “A Fapeg e as agências estaduais têm um papel relevante nos estados e um olhar especial para a região no qual estão inseridas. Com isso podem pensar a potencialidade e a demanda regional para avançar na cooperação internacional. Nosso papel é o de estabelecer essa política e dialogar com a comunidade científica, com o setor empresarial e, sobretudo, com os nossos parceiros para encontrarmos os melhores programas para os brasileiros”.

A presidente ressaltou que o Confap estabelece acordos para ampliar a atuação internacional e citou como exemplos editais lançados em parceria com o Fundo Newton,como o mais recente lançado para estimular a vinda de pesquisadores ao Brasil (Chamada Confap-UK Academies Fellowship, Research Mobility, Young Investigator Award.). Para ela, são necessários sinergia e diálogo entre as FAP’s, pois a internacionalização é um caminho que se constrói com o tempo.

Trabalhar em rede

Reitor UFG

Reitor da UFG, Orlando do Amaral, diz que a internacionalização ainda precisa avançar muito no sistema universitário brasileiro
Foto: Núbia Rodrigues/Fapeg

O reitor da UFG, Orlando do Amaral, afirmou que a internacionalização ainda precisa avançar muito no sistema universitário brasileiro. “É mais complexo fazer cooperação internacional num país como o Brasil, que é continental e ainda pobre, quando comparamos aos países da Europa, por exemplo, onde é muito mais simples para cooperar e transitar”, disse. Orlando afirmou que no Brasil e, em Goiás, há exemplos de parcerias que dão certo como, por exemplo, na produção de grãos, em que unem-se os esforços da universidade, dos institutos de pesquisa e do setor empresarial, mas que espera que as parcerias sejam intensificadas, em especial com universidades de outros países.

O reitor da UEG, Haroldo Reimer, que também participa da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), apresentou a entidade que constitui uma rede de 45 instituições, respondendo a 40% da pesquisa feita no Brasil. “Pesquisa e pós-graduação são feitas majoritariamente pelas instituições públicas tendo fomento das agências e órgãos públicos nos diferentes níveis”, relatou.

Reitor UEG haroldo em seminário

Reitor da UEG destaca sobre a construção de redes e de relações, que são necessárias para ultrapassar as fronteiras internacionais.
Foto: Núbia Rodrigues/ Fapeg

Reimer destacou a construção de redes e de relações, que são necessárias para ultrapassar as fronteiras internacionais. “Esse conceito de trabalhar em rede está muito presente nas Fundações de Amparo à Pesquisa e no Confap, e tem feito a diferença no cenário da pesquisa nos últimos anos”. Ele enfatizou que, dentro da Abruem, há programas de mobilidade nacional que neste momento estão ofertando 1300 vagas. Em um nível regional, foi criada a Rede Goiana de Educação Internacional, que congrega cinco instituições, também como uma forma de promover a mobilidade.

Quais são os desafios?

Laerte, da Capes, considerou alguns dos desafios para a internacionalização, como, por exemplo, o número de produções de pesquisas no Brasil, que está, em média, 20% abaixo da produção científica quando compara-se à produção global. Também citou a baixa mobilidade de pesquisadores para outros países. “A internacionalização ajuda a trazer mais impacto à pesquisa que a gente produz, traz visibilidade e isso é um fator motivador para a produção científica”. Ele também informou que a Capes lançou recentemente um edital que disponibiliza R$ 300 milhões anuais para apoio a Projetos Institucionais de Internacionalização.

Martin Dowle, do Bristish Council, ressaltou que deve-se discutir a importância da língua inglesa, que é o idioma internacional. Segundo Martin, o Brasil tem um número significativo de pesquisas, mas não em inglês, e a intenção é reverter essa situação. Para Leandro Tessler, da Faubai, é preciso garantir o fluxo de estudantes, facilitar o acesso à língua estrangeira, garantir o fluxo de ideias e o financiamento bilateral, e deve-se ter claramente qual o tipo e como fazer a cooperação internacional que se deseja.

John Knagg do British Council também deixou questionamentos a serem debatidos nesses dois dias. “Será que os professores estão ensinando a língua inglesa corretamente? Será mesmo que os alunos estão aprendendo? Há garantia de qualidade no sistema?” Segundo John, a intenção é buscar soluções para estas questões trabalhando todos em parceria.

Cronograma

Nesta segunda-feira, 13, ainda foram discutidos os desafios locais das Universidades no processo de internacionalização; apresentação da plataforma Carolina Bori; reflexão da qualidade e igualdade no Sistema de Ensino Superior. Na terça-feira, 14, serão discutidas as ferramentas do inglês; haverá oficina para construção de estratégias de internacionalização, entre outras atividades, que serão encerradas às 17 horas.

Assessoria de Comunicação Social da Fapeg

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