Presidente da Fapeg destaca aplicação da Inteligência Artificial em Fármacos durante Congresso da UFG

Robson Vieira Conpeex ufg

“Inteligência Artificial e Fármacos” foi o tema da mesa virtual realizada nesta quarta-feira, 21, como parte da programação do 17º Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão (Conpeex) da Universidade Federal de Goiás (UFG), que segue até dia 23. O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Goiás (Fapeg), Robson Vieira, participou do encontro com a professora da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás (UFG), Carolina Horta, que foi mediado pela jornalista Letícia Brito e interpretado em Libras por Rute Santana. Eles falaram sobre a aplicabilidade da inteligência artificial (IA) na produção de fármacos. O encontro foi transmitido no canal 15.1 da TV aberta e nas plataformas digitais Facebook, Youtube e Twitter da TV UFG.

A professora da Faculdade de Farmácia da UFG, Carolina Horta, abriu a discussão destacando o longo percurso para produção de um fármaco, que é o nome da substância ativa dos medicamentos que chegam nas prateleiras, que pode durar entre 10 e 15 anos. Além disso, mencionou o alto investimento de recursos humanos e financeiros despendido nesse processo, que faz com que muitas indústrias farmacêuticas sejam criteriosas em suas aplicações.

Nesse ínterim, o presidente da Fapeg, Robson Vieira, acenou como o quanto o uso da Inteligência Artificial (IA) pode contribuir ao facilitar e acelerar etapas desse processo de consolidação do fármaco, além de potencializar a rentabilidade das indústrias farmacêuticas e a geração de conhecimento qualificado em Goiás. “Inteligência Artificial se tornou um tema nacionalmente estratégico para lidar com questões complexas, como, no caso, novas aplicações em remédios e oportunidade de patentes e empregos. Para isso, a Fapeg se coloca nessa ação transversal entre dois mundos que não parecem tão próximos, contribuindo para desenvolver ferramentas que aproximam a indústria farmacêutica da Academia e agregando ainda mais valor financeiro aos produtos fármacos”, articulou Vieira.

O presidente da Fapeg ressaltou que “a inteligência artificial é resultado de anos de estudo, não é algo novo, mas que só agora atingiu seu estágio de maturidade. É preciso ver qual o impacto desse conceito na vida das pessoas e trazer para mais próximo da nossa realidade”. Na oportunidade, ele mencionou que a parceria da Fapeg com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da UFG tem sido responsável, em Goiás, por desenvolver ferramentas que contribuam socialmente, como, por exemplo, a criação de uma ferramenta para correção de Redação que auxilia os professores.

A professora da UFG reforçou exemplificando que no caso de reposicionamento de fármacos, a IA é responsável por selecionar, dentro do grande volume de dados dos Big Datas, padrões estruturais sobre compostos que já foram testados em outras situações e que podem ser utilizados pelo pesquisador no atual contexto. Essa filtragem de dados diminui o número de compostos a serem testados experimentalmente na atual pesquisa e acelera o processo de constituição do fármaco. “A Inteligência Artificial veio não para substituir, mas para auxiliar os profissionais na tomada de decisões e acelerar na pesquisa de novos fármacos, principalmente em situações como uma pandemia como a da Covid-19”, reforçou Horta.

IA, CEIA e Fapeg
Vieira contou sobre o surgimento do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da UFG, que foi criado em dezembro do ano passado. Foram gastos oito meses para criar esse conceito para que pudesse destacar Goiás na inovação e na pesquisa relacionado à inteligência artificial. Essa é a missão do CEIA e para isso foram definidos três grandes pilares.

De acordo com o presidente da Fapeg, o primeiro pilar é a educação, para gerar o máximo de competência e conhecimento em IA em Goiás, envolvendo alunos desde a educação básica ao pós-doutorado, não só para criar soluções, mas para usar a tecnologia de uma forma melhor. Massificar profissionais com esse conhecimento, retê-los no Estado para atrair empresas e negócios para Goiás.

O segundo pilar é o negócio, no qual a Fapeg subsidia cerca de 1/3 da conversão de um projeto em produto, retirando o risco da inovação e assim ajudando as empresas goianas. A Fapeg e o CEIA trabalham com metas de captação, envolvendo alunos desde a graduação para motivá-los e segurá-los com bons projetos. Hoje existem 12 contratos, os projetos executados já retornaram em cinco vezes o valor de R$2,5 milhões investidos pela Fapeg, gerando um montante de mais de R$ 10 milhões. “Isso mostra que muitas vezes não é preciso investir em incentivos ficais e sim em ciência”.

E o terceiro pilar é o Governo, para o qual o CEIA deve executar projetos para o governo. Atualmente já existe esse projeto de correção automática de redação, uma plataforma que ajuda a economia a combater a sonegação de impostos e um chatbot, que são softwares que simulam a fala humana e são capazes de bater papo com usuários, para a Covid, já usado nacionalmente.

Com essas demandas está sendo testada a transferência de tecnologia, no qual uma tese de doutorado, uma dissertação de mestrado é gerada na informática e convertida em produto imediato atendendo a população diretamente.

Assessoria de Comunicação da Fapeg

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