Lançado Desafio em Inovação da Borracha

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Lançamento do Desafio em Inovação da Borracha. Foto: Carlos Siqueira.

O Centro de Empreendedorismo e Incubação (CEI) da UFG, em parceria com a Associação de Produtores de Borracha Natural de Goiás e Tocantins (Aprob – GO/TO) lançou, na última terça-feira (18/4), o Desafio Inovação da Borracha. O lançamento aconteceu no Auditório Professor Farnese Dias Maciel Neto, da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (EA/UFG).

O desafio tem como objetivo promover o desenvolvimento de ideias que solucionem lacunas na cadeia de produção da borracha natural na região Centro-Oeste. A iniciativa partiu da própria Associação, na tentativa de solucionar problemas detectados em sua cadeia produtiva. Após um breve histórico, Antonio Carlos reiterou a dificuldade enfrentada pelos produtores em concorrer dentro do mercado de seringais, principalmente em razão da mão de obra. Por isso, a necessidade em criar ferramentas que possibilitem o aumento da produtividade. Segundo ele, a justificativa para continuar a investir na área, apesar dos obstáculos existentes, encontra-se no potencial produtor e mercadológico brasileiro de um produto estratégico como a borracha.

Benesi corroborou com a justificativa, apontando a exploração de seringais como atividade bem conceituada nos aspectos ecológico, social e econômico. Ele lembrou que, apesar dos problemas já apresentados e de ainda importar 65% da borracha consumida internamente, o Brasil possui importantes polos produtores do material, com destaque para o Estado de Goiás. A região apresenta, atualmente, crescimento sequencial na produção, principalmente devido à aplicação de ferramentas tecnológicas, como a irrigação e adubação. Para situar os possíveis candidatos ao desafio, José Fernando deu informações técnicas sobre seringais, desde o viveiro até a fase de extração do látex, conhecida como sangria.

Sobre o Desafio
O Desafio Inovação da Borracha é dirigido a estudantes (graduação e pós-graduação) e colaboradores associados à Aprob-GO/TO, incentivando a criação de protótipos e procedimentos que venham a auxiliar na automação da cadeia produtiva de seringais. Podem ser formadas equipes de dois a cinco participantes para a categoria estudantil e de um a cinco para colaboradores, cuja formação será auxiliada mediante a realização dos chamados meetcamps, encontros dos inscritos para troca de conhecimentos e expectativas.

Não é obrigatório conhecimento prévio do assunto. Em processo de imersão, os participantes passarão por três fases: conhecimento do problema (treinamentos e visita técnica), aprimorando a inovação (novos treinamentos adicionados à mentorias) e bootcamp final (bootcamp e banca avaliadora). Os resultados devem ser divulgados em Outubro. O objetivo é que o Desafio se torne uma competição anual.

Fonte : Ascom UFG (texto: Luciana Gomides).

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