IF Goiano faz balanço sobre implantação das Uepes

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IF Goiano sobre IEPES

Pesquisador da Embrapa Abílio Rodrigues Pacheco fala sobre trabalho da Uepe de Morrinhos, que desenvolverá trabalho inédito no Brasil.

O Instituto Federal Goiano (IF Goiano) reuniu na terça-feira, 20, na reitoria, servidores ligados à Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação de diversos campi para divulgar as Unidades de Ensino, Pesquisa e Extensão (Uepe) de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) da Instituição. Na ocasião foi apresentada a situação de cada unidade experimental já implementada pelo projeto. O evento teve a participação de representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo) e da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), parceiros na iniciativa.

As Uepes são espaços experimentais e ambientes para a troca de experiências, com a finalidade de difundir esse sistema produtivo, que consiste em incorporar, numa mesma área, as atividades agrícolas, pecuárias e florestais. O IF Goiano tem hoje Uepes em cinco municípios goianos: Iporá, Montes Claros de Goiás, Morrinhos, Posse e Rio Verde.

Entre as atividades desenvolvidas pela Instituição nessas unidades há aulas demonstrativas e práticas, experimentos e validação de tecnologias e extensão rural e transferência de tecnologia. Cada uma das Uepes tem características muito peculiares, por isso a escolha da área e o tipo de cultura a ser integrada, entre outros componentes, são adaptados conforme a especificidade do local.

No caso da Uepe de Morrinhos, por exemplo, o experimento está numa área de dez hectares. No local serão inseridos lavoura e pastagem ao eucalipto. As primeiras mudas plantadas foram desta última cultura, no final de janeiro deste ano. Para os próximos meses, a ideia é inserir soja e/ou girassol ao consórcio.

A parceria com a Embrapa no projeto possibilitou novos delineamentos com a doação de mudas provenientes de clones de eucalipto. Assim, no sistema da unidade, estão sendo realizados testes clonais e de progênie (mudas provenientes de sementes), que vão possibilitar a seleção de árvores superiores e melhores adaptadas para a ILPF. De acordo com o engenheiro florestal e pesquisador da Embrapa Produtos e Mercado, Abílio Rodrigues Pacheco, esse é um estudo inédito no Brasil.

Outras Uepes 

Na Uepe de Posse, no nordeste goiano, o experimento está instalado em uma propriedade familiar de dois hectares, cuja principal fonte de renda é a produção de leite e cachaça. O consórcio foi de milho, feijão-caupi e eucalipto. Conforme o relato da analista da Embrapa Gado de Leite Pricila Rizzo, o fato de estar em uma propriedade particular, juntamente com outras peculiaridades da região – uma das mais pobres do Estado de Goiás – apresentou desafios na implantação do projeto. Contudo, justamente por ser carente em soluções tecnológicas, o IF Goiano, juntamente com os parceiros, têm o papel de oferecer alternativas de produção sustentável aos produtores da região.

O cenário de Posse contrasta com as Uepes Gapes e Brasilanda, ambas situadas em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, um dos mais importantes municípios na produção de alimentos do país. A primeira unidade está instalada em uma estação de pesquisa do Grupo Associado de Pesquisa do Sudoeste Goiano (Gapes), numa área de dez hectares. A segunda fica em propriedade particular próxima à rodovia GO – 174 e os experimentos instalados em área do mesmo tamanho da Uepe Gapes. Em ambos estão sendo testadas diversas possibilidades de consórcio de culturas agrícolas e forrageiras, com novas formas de cobertura, a fim de aumentar a produtividade da soja na segunda safra da região.

Parcerias e envolvimento 

Conforme os relatos, é possível perceber que o sistema ILPF é adaptável a diversas regiões e características. A integração lavoura-pecuária-floresta já é um sistema reconhecido mundialmente como sustentável, ambiental e economicamente. Por isso, a coordenadora do projeto institucional e relatora dos experimentos de Rio Verde, Darliane Castro, explicou a importância de multiplicar o sistema a partir do diálogo com a comunidade científica, produtores e a sociedade como um todo. A ideia nasceu em 2017, nesse município, a partir do projeto Rio Verde, Capital do Futuro Sustentável, mas ampliou-se devido ao interesse do produtores e articulação entre as instituições envolvidas.

Para tanto, a profissional explica que as parcerias têm sido fundamentais, assim como o trabalho participativo dos estudantes do IF Goiano, tanto de cursos técnicos como superiores. Os próximos passos são, agora, estruturar o projeto de modo que haja mais envolvimento de servidores e alunos de toda a Instituição. Esse apoio de diversas frentes também foi enfatizado não só por Darliane, mas pelos relatores da situação de todas as Uepes do IF Goiano. Conforme o professor Emerson Trogello, do Campus Morrinhos, esse é o principal legado das Unidades de Ensino, Pesquisa e Extensão em ILPF da Instituição. “Estamos integrando não só culturas, mas conhecimento”, relatou.

Saiba mais sobre o projeto

Fonte: Coordenação Geral de Comunicação Social e Eventos

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