Fapeg participa da reunião dos coordenadores dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs)

Foto: Bruno Peres/MCTIC.

A união de institutos de pesquisa de pesquisa de todo o país é um dos vetores para a melhoria na vida dos brasileiros. É o que ressaltou o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na manhã da quarta-feira (24), durante a abertura da reunião dos coordenadores dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). O evento foi sediado na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília (DF), e contou com a presença de cientistas e autoridades ligadas à área de ciência, tecnologia e inovação, incluindo a presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Maria Zaira Turchi.

Kassab reconheceu a dificuldade na obtenção de recursos públicos suficientes para atender à demanda da comunidade científica. Por isso, ele reforçou a importância de se chegar a um investimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa, além de destacar a importância do repasse de verbas para manter vivos os INCTs.

“A pesquisa e a ciência precisam ter a dimensão do Brasil, e isso passa também pelos recursos destinados aos INCTs. Temos uma demanda já antiga de recursos e esperamos que possamos contar com 2% do PIB para investimentos no setor de ciência, tecnologia e inovação logo”, explicou. “Assim, atingiremos nosso objetivo que é contribuir com nosso trabalho para um Brasil melhor e com mais qualidade de vida”, disse.

O programa dos INCTs começou há 10 anos, com um edital lançado pelo CNPq, que selecionou 123 iniciativas. Hoje, o programa engloba 1.937 instituições, com 6.794 pesquisadores envolvidos. Ao todo, 10.994 pesquisadores foram formados em 79 de programas de pós-graduação relacionados à ação apoiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). No que diz respeito à produção científica, já foram publicados 70.389 artigos acadêmicos, além do depósito de 578 patentes –12 delas já estão em comercialização.

No campo de colaboração internacional, a rede de INCTs já foi responsável pela assinatura de 787 acordos cooperação internacional, que envolveram 1.318 pesquisadores estrangeiros de 139 empresas e de 376 laboratórios associados.

Para o ministro Kassab, a unidade e a relevância dos INCTs foi um dos fatores importantes para que a pasta conseguisse ter acesso a mais recursos. “Nossa união de nos proporcionou chegar com peso até as autoridades da equipe econômica e colocar nosso ponto de vista. Com isso, conquistar soluções diferenciadas para nosso ministério e instituições”, destacou.

O FNDCT
Até agora, o programa dos INCTs já recebeu cerca de R$ 1,4 bilhão em investimentos do MCTIC, do CNPq, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e de fundações de amparo à pesquisa (FAPs). Os recursos angariados pelo ministério são oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O objetivo do programa é mobilizar e agregar, de forma articulada, os melhores grupos de pesquisa em áreas de fronteira da ciência e em campos estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país.

Os INCTs também visam impulsionar a pesquisa científica básica e fundamental competitiva internacionalmente, além de estimular o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica de ponta associada a aplicações para promover a inovação e o empreendedorismo.

Fonte: Ascom MCTIC, com acréscimos.

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