Empresa goiana desenvolve controlador de processos operacionais que utiliza internet das coisas

Projeto selecionado no Tecnova II vai receber R$ 300 mil em fomento

Helenice Ferreira, da Assessoria de Comunicação da Fapeg

O sucesso de qualquer empresa passa pela definição e gerenciamento dos processos operacionais para minimizar possíveis erros, aumentar a produtividade e competitividade, reduzir custos, maximizar ganhos. A inovação tecnológica, tendo por base a Indústria 4.0 e a Internet das Coisas vem sendo a responsável pela maior otimização destes processos de trabalho e pela qualidade do produto final. Estas são soluções encontradas por países como Japão, China, Estados Unidos e até mesmo o Brasil, mas é uma realidade apenas em grandes empresas, uma vez que o custo de sua implantação exige grandes investimentos financeiros.

A proposta de criação do sistema “4Control – Controlador de Processos Operacionais utilizando Internet das Coisas” foi uma das 14 selecionadas na chamada pública do programa Tecnova II, lançada pelo Governo de Goiás por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) em parceria com a Finep. Assim, o projeto irá receber R$ 300 mil para sua execução.

Tendo como público-alvo micro e pequenas empresas, a proposta foi apresentada à Fapeg pelo engenheiro da computação Willian Ferreira e uma equipe de pesquisadores com formação acadêmica na área tecnológica (Engenharia da Computação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas de Informação, e Gestão da Tecnologia da Informação).

Para Willian Ferreira, “o Tecnova II é fundamental para que novos projetos possam ser desenvolvidos, pois através do incentivo proporcionado pelo programa, que oferece recurso financeiro de forma não reembolsável, será possível o desenvolvimento do 4Control”. O Tecnova, revela ele, “além de nos permitir inovar e inserir um novo produto no mercado, vai beneficiar muitas empresas usuárias do produto final”.

Os membros da equipe atuam no desenvolvimento e implantação de softwares destinados à gestão de empresas de serviços, indústria e comércio. O uso da Internet das Coisas será uma evolução desta experiência, oferecendo a oportunidade de aplicar conhecimentos teóricos aprimorando todo processo de controle de processos operacionais das pequenas empresas.

“Nosso projeto vai além da inovação tecnológica de um sistema inteligente e integrado. O baixo investimento previsto na implantação do sistema será um grande diferencial,” explica Willian Ferreira. Segundo ele, em razão dos altos custos e também da carência tecnológica, o uso de Internet das Coisas (IoT) pelas pequenas empresas, ainda é algo pouco difundido no País, principalmente no Estado de Goiás. “O modelo proposto possibilitará às pequenas e médias empresas se beneficiarem com o uso do sistema, pois a implantação terá investimento compatível com a capacidade financeira destas empresas”, destaca. “Ter o controle de seus processos operacionais é fundamental para que a empresa possa se manter competitiva e ter condições de crescer no mercado atual”, argumenta.

Funcionamento
Segundo Willian Ferreira, o 4Control é um sistema composto por elementos como softwares, sensores, receptores, processos, antenas e outros dispositivos, trabalhando de forma integrada através da Internet. A proposta selecionada pelo Tecnova II visa a criação de um sistema inteligente, integrado e que possua baixo investimento de implantação, e assim possa ser capaz de proporcionar às micro e pequenas empresas a possibilidade de passar a controlar e monitorar seus processos operacionais, mesmo à distância, consequentemente reduzindo custos, minimizando erros, possibilitando melhor aproveitamento de recursos e proporcionando ganho em produtividade e competitividade, contribuindo para o desenvolvimento e inovação das empresas goianas.

4cONTROL TECNOVA

Willian Ferreira. Foto: Arquivo pessoal

De forma inovadora, o 4Control – Controlador de Processos Operacionais utilizando Internet das Coisas possibilitará o Controle de estoque inteligente utilizando sensores e antenas de RFID, identificando com precisão a movimentação de entradas e saídas de mercadorias; Redução de custos, evitando o desperdício de insumos e tornando os processos mais ágeis; Economia de tempo na busca de produtos no estoque; Controle dos serviços executados e registro do tempo gasto, insumos utilizados, profissionais envolvidos de forma segura e precisa em tempo real; e Controle de insumos utilizados em processos de produção realizado de forma automática, apresentando os andamentos de um processo produtivo em tempo real pela Internet.

Willian explica que a ideia do projeto surgiu a partir de acompanhamentos realizados em pequenas empresas que já são clientes de sua empresa, especializada no desenvolvimento de soluções de gerenciamento. Existe por parte deste segmento de empresários o desejo de controlar seus processos operacionais (produção, estoque, vendas, controle de insumos, dentre outros), porém a falta de conhecimento, de pessoal e de recursos financeiros muitas vezes impossibilitam a implantação de tais controles.

Desenvolvimento
O projeto ainda está na fase de “Pesquisa e Levantamento Preliminar”, esclarece Willian Ferreira. “Nesta fase serão selecionados os equipamentos que melhor atendam à especificação do projeto, bem como definida a melhor forma de comunicação entre hardware e software”. Para colocar o 4Control no mercado, inicialmente, será implantado em empresas piloto em regime de parceria para que possa ser testado e validado. “Após esta etapa, faremos um trabalho de marketing divulgando o projeto junto aos clientes e também para empresas fora de nossa base. Possivelmente realizando eventos para demonstração do funcionamento do sistema”.

“Tivemos muitos desafios até aqui. O maior desafio talvez tenha sido a necessidade de capacitar as pessoas para que possam atuar nos projetos da empresa. Isso requer muito tempo e também grande investimento financeiro. No entanto, a equipe do projeto 4Control já possui maturidade e comprometimento que acreditamos ser uma grande vantagem”, revela. Dentre os desafios futuros, Willian aponta que o medo de inovar, por parte de algumas empresas, possa ser uma barreira. “Porém já pensando nisso, pretendemos propor um modelo de negócios acessível e atraente”, diz o empresário.

Tecnova II
O Tecnova II foi lançado em Goiás em dezembro de 2019 e tem como objetivo apoiar, por meio da concessão de recursos de subvenção econômica (não reembolsáveis) o desenvolvimento de produtos (bens ou serviços) e/ou processos inovadores – novos ou significativamente aprimorados (pelo menos para o mercado nacional) de empresas brasileiras com sede no Estado. O Programa busca apoiar os projetos de inovação que envolvam significativos riscos tecnológicos associados a oportunidades de mercado visando a estimular o desenvolvimento industrial e setores econômicos considerados estratégicos na política pública de inovação do Estado.

Esta é a segunda edição do Tecnova em Goiás. Neste ano, foram selecionadas 14 propostas. A Finep vai investir um total de R$ 2,8 milhões e a contrapartida do Governo de Goiás, via Fapeg, será de R$1,4 milhão. Os projetos têm prazo de 24 meses para execução.

Assessoria de Comunicação da Fapeg

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