Atendimento odontopediátrico humanizado é preocupação da UFG

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workshop internacionalO medo do atendimento odontológico é bastante comum e, muitas vezes, está relacionado à primeira experiência de tratamento ainda na infância. Direcionado a minimizar o desconforto e melhorar a qualidade do atendimento, o Núcleo de Estudos em Sedação Odontológica (Neso) da UFG atende crianças por meio de procedimentos minimamente invasivos desde 1998. E, esse mês, o projeto de extensão irá promover um workshop internacional com o intuito de debater sobre as formas de se gerar o conforto infantil durante atendimento odontológico.

Voltado ao manejo da criança ansiosa durante tratamento odontológico, o workshop internacional será sediado pela UFG entre os dias 14 e 18 de outubro. Entre os objetivos do evento está o compartilhamento de informações sobre o gerenciamento do comportamento infantil, a sedação e as técnicas restauradoras minimamente invasivas; a publicização das pesquisas realizadas pelo projeto de pesquisa da UFG e o estabelecimento de novas redes de pesquisa com o Reino Unido; e a elaboração de uma proposta de um plano de curso a ser ministrado em diferentes programas de pós-graduação que abordem o manejo comportamental de crianças.

O evento é destinado a pesquisadores em início de carreira e é financiado com recursos do Newton Fund/British Council, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

tratamento odontológico criança ansiosa

A equipe multiprofissional do Neso é formada por dentistas, médicos e psicólogos. Foto: Ana Fortunato

Núcleo de Estudos
O atendimento humanizado é uma preocupação do Núcleo de Estudos. Entre os recursos utilizados pelo projeto de extensão para garantir o conforto das crianças estão: a sedação e anestesia geral (quando necessária); as técnicas de restauração minimamente invasivas; e as técnicas não farmacológicas e comunicativas (distração, reforço positivo, modelagem – quando se simula no acompanhante da criança o que será realizado). “Somos contra a contenção física da criança, que, infelizmente, ainda é muito utilizada nos consultórios odontológicos. De acordo com Academia Americana de Odontopediatria, a contenção deve ser realizada, se necessária, quando aliada à sedação”, afirma a professora de Odontopediatria da UFG, Luciane Costa.

De acordo com professora Luciene, boa parte das crianças é incapaz de enfrentar sem ansiedade o encontro com o dentista e o procedimento desconfortável. Na avaliação da docente, quando muito novas, elas ainda não têm o desenvolvimento cognitivo para entender o por que de ficar com a boca aberta. “E nós profissionais, muitas vezes, não temos acesso aos recursos para gerar o conforto a essa criança. A ideia do workshop, inclusive, é promover as informações para regular o atendimento humanizado em benefício ao direito da criança”, disse.

Fonte: Ascom UFG com alterações.

 

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